A pergunta é simples mas está recheada de disputas e provocação. O peão que defende a cadeira presidencial como se defendesse o Rei no jogo de xadrez tem nome: José Alencar. Ele é o vice, mas está doente, como todos sabemos. Caso Alencar não possa assumir, o segundo da lista é o deputado Michel Temer. Mas Temer parece ser o homem a ocupar o cargo de vice na chapa de Dilma. Estaria impedido de substituir Alencar, que estaria impossibilitado de substituir Lula. Agora, vem pedra: o terceiro na lista sucessória é um homem chamado José Sarney. Sim, o presidente de honra da Fundação que leva o seu nome e presidente do Senado.
Aí surge mais um complicador na vida da família Sarney: o calendário da eleição de 2010. Lula pode sair do Planalto em abril. Dilma quer ficar no cargo até março. A governadora Roseana não poderia tentar a reeleição, se o pai assumisse a presidência da República. Comenta-se que ela renunciaria em fevereiro. Mas e o Fernando Sarney? Bem, o F Sarney gostaria de se livrar da pentelhação da Polícia Federal que o inidicia por vários crimes, incluindo o de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Mas como ele faria isso? Conseguindo se eleger deputado federal, por exemplo, ganharia foro especial e certa imunidade temporária. Mas a lei estabelece que, neste caso, a irmã Roseana e o pai José deveriam estar fora de cargos do Executivo. Em miúdos: se o pai Sarney quiser virar presidente no lugar de Temer, Alencar e Lula, Roseana estará fora do Governo do Maranhão e, Fernando, com um pé na cadeia - caso seja condenado ou ameace as investigações da PF...Acompanhemos, pois.
sábado, 31 de outubro de 2009
Istoé: Fundação Sarney não resiste a escândalos
Portas fechadas (31/10/2009)
Fundação Sarney não resiste a escândalos. Mas ela serve para que mesmo?
Octávio Costa e Luiza Villaméa
APROPRIAÇÃO A sede ocupou convento como se fosse propriedade particular
Abatida por denúncias sobre o desvio de R$ 500 mil em recursos da Lei Rouanet, a Fundação José Sarney, destinada a preservar a memória da passagem do político maranhense pelo Palácio do Planalto, está prestes a fechar suas portas. Diante do escândalo, empresas que ajudavam a manter a entidade, que ocupa o histórico Convento das Mercês, em São Luís (MA), cortaram o patrocínio, obrigando Sarney a sustentar a entidade do próprio bolso.
A fundação custa em média R$ 50 mil por mês, entre despesas com pessoal, luz, água e telefone. Quando há exposições e outros eventos, a conta sobe para R$ 70 mil. Sem o apoio de terceiros, o ex-presidente resolveu extinguir a fundação. Em nota oficial, o presidente do Senado explicou que tomou a decisão "com profundo sofrimento".
CULTO AO EGO Entidade construiu até mausoléu para Sarney
Desde sua criação em 1990, a Fundação Sarney não parou de gerar polêmica. A primeira crise teve origem na escolha da sede. Erguido no século XVII pela Real Sagrada e Militar Ordem dos Mercedários, o Convento das Mercês, em cujo pátio foi construído um mausoléu para Sarney, é um belíssimo exemplar da arquitetura religiosa, Tornou-se propriedade da fundação por ato do então governador João Alberto.
A oposição, porém, nunca engoliu a transferência do patrimônio público. Há alguns meses, a Justiça determinou a devolução do prédio ao Estado. No escândalo mais recente, a fundação é acusada de desviar para empresas fantasmas quase a metade do R$ 1,3 milhão que recebeu da Petrobras para a digitalização do acervo. Pelo estatuto, ela deveria funcionar como as bibliotecas presidenciais americanas, mas mostrou-se mecanismo de metas rasteiras. "A Fundação Sarney está coberta de suspeitas. A ideia da fundação é boa, mas os métodos e os meios não são os mais aconselháveis", afirmou Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado.
Sarney, no entanto, pode estar blefando. O fechamento da fundação é prerrogativa do conselho curador, presidido pelo advogado José Carlos Souza Silva. Em entrevista à ISTOÉ, Silva disse que é prematuro falar em extinção. "Para onde vai esse acervo com mais de 200 mil documentos, 4.500 obras de arte e 37 mil livros?", pergunta. Segundo ele, se a entidade for fechada, terá de arcar com os custos trabalhistas de seus 27 funcionários. "Não é um pequeno valor. Antes das demissões, pode haver outra solução", afirma Silva, que não revela o nome dos principais doadores da fundação. A solução, na verdade, já está em andamento.
Na Assembleia Legislativa, os deputados ligados à governadora Roseana Sarney pretendem apresentar um projeto que torna o Estado responsável pelo acervo. Para os adversários do clã Sarney, esse é o objetivo do presidente do Senado. "Sarney conta com uma mãozinha do presidente Lula, que também poderia pedir ajuda a empresários para tirar a fundação do sufoco", ataca o ex-presidente do STJ Edson Vidigal.
O modelo adotado por Sarney difere em muito de fundações que ex-presidentes vêm criando em todo o mundo. Amparados pelo prestígio acumulado no período em que permaneceram no poder, muitos desses líderes estão no comando de organizações que se tornaram referência mundial (leia quadro). O foco da ação pode variar e até ser múltiplo, como ocorre com a fundação do ex-presidente americano Bill Clinton, de longe o mais bem-sucedido no setor. Ele começou de forma modesta, em 2002, num escritório do bairro nova-iorquino do Harlem, e hoje participa de projetos em 170 países. Apenas um dos programas da fundação, a Iniciativa Global Clinton, arrecadou US$ 57 bilhões nos últimos cinco anos.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Fundação Sarney fecha por falta de dinheiro. Hummmm...
A Fundação Sarney vai fechar as portas por falta de dinheiro. A Folha deste domingo publica notícia de que Sarney ajudou o filho Fernando a montar um esquemão na Eletrobras e Ministério das Minas e Energia. Pai e filho estão gravados em fita do Deint (Inteligência) da PF. Ninguém da família falou sobre o tema. Agora, 24 horas depois, avisam que a Fundação vai ser fechada. Tudo bem: mas e as denúncias de desvios de dinheiro público em forma de patrocínio cultural? E as notas frias de empresas fantasmas, de assessores em Brasília sendo pagos com dinheiro da fundação maranhense, como uma espécie de patrocínio da Petrobras?
Fechar as portas é uma coisa, fugir pelos fundos é outra bem diferente.
Boato em São Luis: sai a irmã de Fernando, governadora Roseana, e entra o vice João Alberto. Por quê? Para ajudar na candidatura de Fernando Sarney ao cargo de deputado federal. Tido como operador da família toda, Fernando nunca quis (ou foi preservado para operar) entrar na política clara. Sempre agiu como eminência parda. Preside o grupo de comunicação da família, arruma empregos para aliados e usa a expertise do pai, José Sarney, para dar passos mais seguros.
Indiciado por quatro crimes (a destacar:lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, tráfico de influência), Fernando pode ser preso em 2010.Para escapar da cadeia, o mandato de deputado federal lhe cairia como uma luva para proteger suas mãos ágeis.
A família teria discutido a estratégia e, pelos boatos, aprovado o plano. Vamos acompanhar. Pela agenda de salvação e resgate de FSarney, Roseana deixaria o governo do Maranhão em janeiro ou fevereiro.
Em tempo: pela legislação, ocupantes de cargos executivos não podem fazer campanha para parentes.
Fechar as portas é uma coisa, fugir pelos fundos é outra bem diferente.
Boato em São Luis: sai a irmã de Fernando, governadora Roseana, e entra o vice João Alberto. Por quê? Para ajudar na candidatura de Fernando Sarney ao cargo de deputado federal. Tido como operador da família toda, Fernando nunca quis (ou foi preservado para operar) entrar na política clara. Sempre agiu como eminência parda. Preside o grupo de comunicação da família, arruma empregos para aliados e usa a expertise do pai, José Sarney, para dar passos mais seguros.
Indiciado por quatro crimes (a destacar:lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, tráfico de influência), Fernando pode ser preso em 2010.Para escapar da cadeia, o mandato de deputado federal lhe cairia como uma luva para proteger suas mãos ágeis.
A família teria discutido a estratégia e, pelos boatos, aprovado o plano. Vamos acompanhar. Pela agenda de salvação e resgate de FSarney, Roseana deixaria o governo do Maranhão em janeiro ou fevereiro.
Em tempo: pela legislação, ocupantes de cargos executivos não podem fazer campanha para parentes.
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Banda larga e os bundões das teles
É o seguinte: não acho que o Estado intervencionista seja a solução para a eficiência dos serviços públicos. Não acho que o Estado seja um bom gerente pelo grande número de funcionários que alimenta e protege. Nos Estados Unidos, há mais de 40 agências de segurança e , nem por isso, deixaram de bombardear Nova York e o Pentágono.
O Senado Federal do Brasil tem dez mil funcionários e representa o maior número de pilantras por metro quadrado do Cone Sul...E que dizer da Fundação Sarney, vampira dos cofres públicos?
Dito isso, eu grito: quero banda larga aqui em casa. Quero que os bundões oportunistas das Teles se arrebentem e que o Governo assuma a distribuição a bom preço da banda larga. O monopólio das Teles lembra o monopólio da TV a cabo. Lembram como demorou para que tivesse mais de 1 milhão de assinantes de TV a cabo no Brasil, porque o território nacional era dividido pela NET e TVA?
Pois é, como ninguem cabeia o país, o jeito é usar o satélite. Lembram da telefonia fixa? Muita gente que nunca tinha visto uma conta de telefone fixo, partiu direto para o celular. A TV a cabo n existe no País inteiro. O celular avança a passos lentos e a Banda Larga, nas mãos das Teles, continua sendo Banda Lenta.
Simbora, meu povo. Comunicação também é dever do Estado.
O Senado Federal do Brasil tem dez mil funcionários e representa o maior número de pilantras por metro quadrado do Cone Sul...E que dizer da Fundação Sarney, vampira dos cofres públicos?
Dito isso, eu grito: quero banda larga aqui em casa. Quero que os bundões oportunistas das Teles se arrebentem e que o Governo assuma a distribuição a bom preço da banda larga. O monopólio das Teles lembra o monopólio da TV a cabo. Lembram como demorou para que tivesse mais de 1 milhão de assinantes de TV a cabo no Brasil, porque o território nacional era dividido pela NET e TVA?
Pois é, como ninguem cabeia o país, o jeito é usar o satélite. Lembram da telefonia fixa? Muita gente que nunca tinha visto uma conta de telefone fixo, partiu direto para o celular. A TV a cabo n existe no País inteiro. O celular avança a passos lentos e a Banda Larga, nas mãos das Teles, continua sendo Banda Lenta.
Simbora, meu povo. Comunicação também é dever do Estado.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Pausa para o mate gelado. Deu o Rio.
Lula fala ao Blog do Planalto: com lágrimas nos olhos e peito aberto. Click no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=uos_DTPN5K8&features=email
Sem patriotismo barato, hipócrita, acho que merecemos capitalizar em cima dos Jogos. E o querido Rio de Janeiro merece ainda mais por sua ternura e pela guerra travada em nome da dignidade contra a bestialidade imposta por criminosos, não apenas traficantes, mas alguns civis corruptos, velhos de guerra. Alguns, aliás, metidos com esportes. Mas, tudo bem! Viva o Rio!
leia mais sobre a vitória do Rio de Janeiro, clicando no link abaixo.
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