Três vigas do Rodoanel desabam de 20 metros de altura e, por milagre, ninguém morreu quando 85 toneladas de concreto espremeram um caminhão e alguns veículos na Rodovia Regis Bittencourt - que liga Curitiba a São Paulo. O acidente ocorreu perto do Embu, cerca de 30 quilômetros da Capital Paulista, sexta à noite.
Em vigília e pajelança, o governador José Serra chegou ao local por volta da uma da madrugada deste sábado. Não deve ter saído da cama, devia estar trabalhando noite a dentro, como bom notívago.
Frase do governador sugere que cabeças podem rolar:
- Houve falha nessa obra.
Frase do engenheiro da Dersa, responsável pela obra e que o coloca na lista de degola:
- As vigas instaladas semana passada estavam em condição de uso.
Condição de uso é tudo o que as vigas não tinham, caro engenheiro da Dersa. Se tivessem condição de uso, não teriam desabado de 20 metros de altura - certo, mano?
Enquanto isso, mais perto de Brasília, Edson Lobão (aquele que viu um raio que ninguém viu) busca explicações para o apagão de Itaipu. Só faltou o ministro das Minas e Energia (que é mais jornalista que advogado e mais senador que tudo na vida) dizer que "as turbinas estavam em condição de uso."
Em silêncio de sepulcro, as assessorias de Imprensa da Dersa e de Lobão também apagaram.
sábado, 14 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
Se Lula sai para ajudar Dilma, quem assume a Presidência?
A pergunta é simples mas está recheada de disputas e provocação. O peão que defende a cadeira presidencial como se defendesse o Rei no jogo de xadrez tem nome: José Alencar. Ele é o vice, mas está doente, como todos sabemos. Caso Alencar não possa assumir, o segundo da lista é o deputado Michel Temer. Mas Temer parece ser o homem a ocupar o cargo de vice na chapa de Dilma. Estaria impedido de substituir Alencar, que estaria impossibilitado de substituir Lula. Agora, vem pedra: o terceiro na lista sucessória é um homem chamado José Sarney. Sim, o presidente de honra da Fundação que leva o seu nome e presidente do Senado.
Aí surge mais um complicador na vida da família Sarney: o calendário da eleição de 2010. Lula pode sair do Planalto em abril. Dilma quer ficar no cargo até março. A governadora Roseana não poderia tentar a reeleição, se o pai assumisse a presidência da República. Comenta-se que ela renunciaria em fevereiro. Mas e o Fernando Sarney? Bem, o F Sarney gostaria de se livrar da pentelhação da Polícia Federal que o inidicia por vários crimes, incluindo o de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Mas como ele faria isso? Conseguindo se eleger deputado federal, por exemplo, ganharia foro especial e certa imunidade temporária. Mas a lei estabelece que, neste caso, a irmã Roseana e o pai José deveriam estar fora de cargos do Executivo. Em miúdos: se o pai Sarney quiser virar presidente no lugar de Temer, Alencar e Lula, Roseana estará fora do Governo do Maranhão e, Fernando, com um pé na cadeia - caso seja condenado ou ameace as investigações da PF...Acompanhemos, pois.
Aí surge mais um complicador na vida da família Sarney: o calendário da eleição de 2010. Lula pode sair do Planalto em abril. Dilma quer ficar no cargo até março. A governadora Roseana não poderia tentar a reeleição, se o pai assumisse a presidência da República. Comenta-se que ela renunciaria em fevereiro. Mas e o Fernando Sarney? Bem, o F Sarney gostaria de se livrar da pentelhação da Polícia Federal que o inidicia por vários crimes, incluindo o de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Mas como ele faria isso? Conseguindo se eleger deputado federal, por exemplo, ganharia foro especial e certa imunidade temporária. Mas a lei estabelece que, neste caso, a irmã Roseana e o pai José deveriam estar fora de cargos do Executivo. Em miúdos: se o pai Sarney quiser virar presidente no lugar de Temer, Alencar e Lula, Roseana estará fora do Governo do Maranhão e, Fernando, com um pé na cadeia - caso seja condenado ou ameace as investigações da PF...Acompanhemos, pois.
Istoé: Fundação Sarney não resiste a escândalos
Portas fechadas (31/10/2009)
Fundação Sarney não resiste a escândalos. Mas ela serve para que mesmo?
Octávio Costa e Luiza Villaméa
APROPRIAÇÃO A sede ocupou convento como se fosse propriedade particular
Abatida por denúncias sobre o desvio de R$ 500 mil em recursos da Lei Rouanet, a Fundação José Sarney, destinada a preservar a memória da passagem do político maranhense pelo Palácio do Planalto, está prestes a fechar suas portas. Diante do escândalo, empresas que ajudavam a manter a entidade, que ocupa o histórico Convento das Mercês, em São Luís (MA), cortaram o patrocínio, obrigando Sarney a sustentar a entidade do próprio bolso.
A fundação custa em média R$ 50 mil por mês, entre despesas com pessoal, luz, água e telefone. Quando há exposições e outros eventos, a conta sobe para R$ 70 mil. Sem o apoio de terceiros, o ex-presidente resolveu extinguir a fundação. Em nota oficial, o presidente do Senado explicou que tomou a decisão "com profundo sofrimento".
CULTO AO EGO Entidade construiu até mausoléu para Sarney
Desde sua criação em 1990, a Fundação Sarney não parou de gerar polêmica. A primeira crise teve origem na escolha da sede. Erguido no século XVII pela Real Sagrada e Militar Ordem dos Mercedários, o Convento das Mercês, em cujo pátio foi construído um mausoléu para Sarney, é um belíssimo exemplar da arquitetura religiosa, Tornou-se propriedade da fundação por ato do então governador João Alberto.
A oposição, porém, nunca engoliu a transferência do patrimônio público. Há alguns meses, a Justiça determinou a devolução do prédio ao Estado. No escândalo mais recente, a fundação é acusada de desviar para empresas fantasmas quase a metade do R$ 1,3 milhão que recebeu da Petrobras para a digitalização do acervo. Pelo estatuto, ela deveria funcionar como as bibliotecas presidenciais americanas, mas mostrou-se mecanismo de metas rasteiras. "A Fundação Sarney está coberta de suspeitas. A ideia da fundação é boa, mas os métodos e os meios não são os mais aconselháveis", afirmou Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado.
Sarney, no entanto, pode estar blefando. O fechamento da fundação é prerrogativa do conselho curador, presidido pelo advogado José Carlos Souza Silva. Em entrevista à ISTOÉ, Silva disse que é prematuro falar em extinção. "Para onde vai esse acervo com mais de 200 mil documentos, 4.500 obras de arte e 37 mil livros?", pergunta. Segundo ele, se a entidade for fechada, terá de arcar com os custos trabalhistas de seus 27 funcionários. "Não é um pequeno valor. Antes das demissões, pode haver outra solução", afirma Silva, que não revela o nome dos principais doadores da fundação. A solução, na verdade, já está em andamento.
Na Assembleia Legislativa, os deputados ligados à governadora Roseana Sarney pretendem apresentar um projeto que torna o Estado responsável pelo acervo. Para os adversários do clã Sarney, esse é o objetivo do presidente do Senado. "Sarney conta com uma mãozinha do presidente Lula, que também poderia pedir ajuda a empresários para tirar a fundação do sufoco", ataca o ex-presidente do STJ Edson Vidigal.
O modelo adotado por Sarney difere em muito de fundações que ex-presidentes vêm criando em todo o mundo. Amparados pelo prestígio acumulado no período em que permaneceram no poder, muitos desses líderes estão no comando de organizações que se tornaram referência mundial (leia quadro). O foco da ação pode variar e até ser múltiplo, como ocorre com a fundação do ex-presidente americano Bill Clinton, de longe o mais bem-sucedido no setor. Ele começou de forma modesta, em 2002, num escritório do bairro nova-iorquino do Harlem, e hoje participa de projetos em 170 países. Apenas um dos programas da fundação, a Iniciativa Global Clinton, arrecadou US$ 57 bilhões nos últimos cinco anos.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Fundação Sarney fecha por falta de dinheiro. Hummmm...
A Fundação Sarney vai fechar as portas por falta de dinheiro. A Folha deste domingo publica notícia de que Sarney ajudou o filho Fernando a montar um esquemão na Eletrobras e Ministério das Minas e Energia. Pai e filho estão gravados em fita do Deint (Inteligência) da PF. Ninguém da família falou sobre o tema. Agora, 24 horas depois, avisam que a Fundação vai ser fechada. Tudo bem: mas e as denúncias de desvios de dinheiro público em forma de patrocínio cultural? E as notas frias de empresas fantasmas, de assessores em Brasília sendo pagos com dinheiro da fundação maranhense, como uma espécie de patrocínio da Petrobras?
Fechar as portas é uma coisa, fugir pelos fundos é outra bem diferente.
Boato em São Luis: sai a irmã de Fernando, governadora Roseana, e entra o vice João Alberto. Por quê? Para ajudar na candidatura de Fernando Sarney ao cargo de deputado federal. Tido como operador da família toda, Fernando nunca quis (ou foi preservado para operar) entrar na política clara. Sempre agiu como eminência parda. Preside o grupo de comunicação da família, arruma empregos para aliados e usa a expertise do pai, José Sarney, para dar passos mais seguros.
Indiciado por quatro crimes (a destacar:lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, tráfico de influência), Fernando pode ser preso em 2010.Para escapar da cadeia, o mandato de deputado federal lhe cairia como uma luva para proteger suas mãos ágeis.
A família teria discutido a estratégia e, pelos boatos, aprovado o plano. Vamos acompanhar. Pela agenda de salvação e resgate de FSarney, Roseana deixaria o governo do Maranhão em janeiro ou fevereiro.
Em tempo: pela legislação, ocupantes de cargos executivos não podem fazer campanha para parentes.
Fechar as portas é uma coisa, fugir pelos fundos é outra bem diferente.
Boato em São Luis: sai a irmã de Fernando, governadora Roseana, e entra o vice João Alberto. Por quê? Para ajudar na candidatura de Fernando Sarney ao cargo de deputado federal. Tido como operador da família toda, Fernando nunca quis (ou foi preservado para operar) entrar na política clara. Sempre agiu como eminência parda. Preside o grupo de comunicação da família, arruma empregos para aliados e usa a expertise do pai, José Sarney, para dar passos mais seguros.
Indiciado por quatro crimes (a destacar:lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, tráfico de influência), Fernando pode ser preso em 2010.Para escapar da cadeia, o mandato de deputado federal lhe cairia como uma luva para proteger suas mãos ágeis.
A família teria discutido a estratégia e, pelos boatos, aprovado o plano. Vamos acompanhar. Pela agenda de salvação e resgate de FSarney, Roseana deixaria o governo do Maranhão em janeiro ou fevereiro.
Em tempo: pela legislação, ocupantes de cargos executivos não podem fazer campanha para parentes.
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Banda larga e os bundões das teles
É o seguinte: não acho que o Estado intervencionista seja a solução para a eficiência dos serviços públicos. Não acho que o Estado seja um bom gerente pelo grande número de funcionários que alimenta e protege. Nos Estados Unidos, há mais de 40 agências de segurança e , nem por isso, deixaram de bombardear Nova York e o Pentágono.
O Senado Federal do Brasil tem dez mil funcionários e representa o maior número de pilantras por metro quadrado do Cone Sul...E que dizer da Fundação Sarney, vampira dos cofres públicos?
Dito isso, eu grito: quero banda larga aqui em casa. Quero que os bundões oportunistas das Teles se arrebentem e que o Governo assuma a distribuição a bom preço da banda larga. O monopólio das Teles lembra o monopólio da TV a cabo. Lembram como demorou para que tivesse mais de 1 milhão de assinantes de TV a cabo no Brasil, porque o território nacional era dividido pela NET e TVA?
Pois é, como ninguem cabeia o país, o jeito é usar o satélite. Lembram da telefonia fixa? Muita gente que nunca tinha visto uma conta de telefone fixo, partiu direto para o celular. A TV a cabo n existe no País inteiro. O celular avança a passos lentos e a Banda Larga, nas mãos das Teles, continua sendo Banda Lenta.
Simbora, meu povo. Comunicação também é dever do Estado.
O Senado Federal do Brasil tem dez mil funcionários e representa o maior número de pilantras por metro quadrado do Cone Sul...E que dizer da Fundação Sarney, vampira dos cofres públicos?
Dito isso, eu grito: quero banda larga aqui em casa. Quero que os bundões oportunistas das Teles se arrebentem e que o Governo assuma a distribuição a bom preço da banda larga. O monopólio das Teles lembra o monopólio da TV a cabo. Lembram como demorou para que tivesse mais de 1 milhão de assinantes de TV a cabo no Brasil, porque o território nacional era dividido pela NET e TVA?
Pois é, como ninguem cabeia o país, o jeito é usar o satélite. Lembram da telefonia fixa? Muita gente que nunca tinha visto uma conta de telefone fixo, partiu direto para o celular. A TV a cabo n existe no País inteiro. O celular avança a passos lentos e a Banda Larga, nas mãos das Teles, continua sendo Banda Lenta.
Simbora, meu povo. Comunicação também é dever do Estado.
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sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Pausa para o mate gelado. Deu o Rio.
Lula fala ao Blog do Planalto: com lágrimas nos olhos e peito aberto. Click no link abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=uos_DTPN5K8&features=email
Sem patriotismo barato, hipócrita, acho que merecemos capitalizar em cima dos Jogos. E o querido Rio de Janeiro merece ainda mais por sua ternura e pela guerra travada em nome da dignidade contra a bestialidade imposta por criminosos, não apenas traficantes, mas alguns civis corruptos, velhos de guerra. Alguns, aliás, metidos com esportes. Mas, tudo bem! Viva o Rio!
leia mais sobre a vitória do Rio de Janeiro, clicando no link abaixo.
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
Lula entre a TPS de Dilma e a rolha do champgne
Getúlio Vargas teve seu momento de ditador no Estado Novo. Bateu, mandou prender, exportou a mulher de Carlos Prestes para os braços de Hitler, grávida de sete meses. A alemã Olga Benares tevea filha Ana Leocádia Prestes mas acabou sendo morta pelo homens de Hitler. Frio como a ponta de uma baioneta, o comunista Prestes, mais tarde, diria na TV Cultura que o envio da mulher era uma troca política para que Getúlio ficasse bem com o Reich e para que ele, Prestes, ficasse bem com Getúlio. Razão de Estado, disse Prestes. Como a História é amoral, sigo sua luz científica.
Com tropeços humanitários graves, Getúlio é nosso maior estadista ou o estadista que nos restou, por seu nacionalismo e pelo legado deixado na estrutura produtiva do País como BNDES, a CSN de Volta Redonda, a Petrobras e suas principais refinarias. Getúlio inaugurou o peleguismo, cooptou os trabalhadores... mas deixou também uma cultura de exploração de riquezas, contra os interesses famintos de americanos e o resto do mundo. A Petrobras começou na terra, foi para o fundo do mar, agora desce às profundezas do pré-sal. Lula assinará na história a entrada nesse projeto de exploração e desenvolvimento. Dilma pilota a operação. Sabe tocar a obra. De olho no sal, ela vê as urnas. Nós, também.
Getúlio se matou. Lula quer viver muito, pelo menos até o próximo mandato -previsto para 2.014 pelos mais otimistas, entre os quais, eu me incluo.
Dilma também quer viver e muito. Mas qual é o segredo para superar a tensão, a quimio e a radioterapia em véspera de campanha? A tensão pré eleitoral, a boa e velha TPE seria mais forte que outras TPs? Vargas certamente sacou a arma em uma tensão pre-suicídio. Despediu-se com uma bala no peito. Dilma terá outras tensões: a melhor, seguramente, é a TPS. Tensão do Pré-Sal. Dilma e Lula vivem a mesma adrenalina.
Estão prontos para o tiro de sal. Depois, virá o tiro de rolha. Rolha de champagne.
Getúlio se matou. Lula quer viver muito, pelo menos até o próximo mandato -previsto para 2.014 pelos mais otimistas, entre os quais, eu me incluo.
Dilma também quer viver e muito. Mas qual é o segredo para superar a tensão, a quimio e a radioterapia em véspera de campanha? A tensão pré eleitoral, a boa e velha TPE seria mais forte que outras TPs? Vargas certamente sacou a arma em uma tensão pre-suicídio. Despediu-se com uma bala no peito. Dilma terá outras tensões: a melhor, seguramente, é a TPS. Tensão do Pré-Sal. Dilma e Lula vivem a mesma adrenalina.
Estão prontos para o tiro de sal. Depois, virá o tiro de rolha. Rolha de champagne.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Zelaya, um mico pela janela.
A única coisa que Zelaya tem em comum com o Brasil é sua semelhança com o apresentador Ratinho. O resto é jogo de cena sob o manto de uma certa unidade latino-americana contra os aloprados da direita, que não sabem matar a bola no peito e chutam de canela. Odeiam as urnas. E sofrem muito quando os votos apontam a vitória de um adversário que usa chapeu de cowboy americano e veste uma camisa vermelha como a de Chavez. Zelaya seria um roteiro para um filme de países pequenos, pobres, com muitos doentes, analfabetos, nativos puros, que sonham com cidadania e, por que não, até com carro novo.
Não conheço Honduras, mas deve ter um índice de desenvolvimento humano igual ao do Maranhão. Sem escola, sem estradas, sem liberdade. Cheio de militar valente, truculento e um povo dócil, humilde, sonhador. Aí, aparece Zelaya. Por isso, derrubam Zelaya. Aí aparece o Brasil, querendo garantir a volta de Zelaya ao poder.
O jogo duro começa. Zelaya joga para a televisão, quer parecer um craque, um Fenômeno, um Messi... mas não passa de um cowboy sem montaria. Na falta de um país para presidir, ele usa a Embaixada do Brasil como o seu próprio território. Várzea da pior qualidade, o embaixador nem está lá.
Mas que diabos Zelaya vai fazer de agora em diante? Como ele pretende fazer para sair do prédio?
Em geopolítica, o avanço do Brasil sobre Honduras é compreensível. Mas e agora? Como não reconhece o governo golpista aloprado hondurenho, o embaixador brasileiro voltou a Brasília. A missão brasileira é meia-boca, não tem força para nada.
Tento imaginar Nelson Mandela tentando entrar na África do Sul e se refugiando em território alheio com uma centena de seguidores. Não! Mandela, como os grandes líderes, jamais perdeu a dignidade.
Mandela pegou 25 anos de cadeia por ser contra o apartheid. Foi pego como homem e saiu da cadeia como um grande homem. Virou presidente de uma terra banhada de sangue. É unanimidade internacional até para os brancos africanos.
A história está cheia de líderes que passaram muitos anos na cadeia e travaram uma guerra nos bastidores. Venceram e se fortaleceram. Zelaya precisa da cadeia para ser um líder com mais respeito.
Não vai dar para pular essa página. Cadeia gera negociação internacional para liberdade e exílio. Em uma semana, Zelaya sairá do noticiário. Seu marketing pessoal ganhará sobrevida se for preso.
Se permanecer na Embaixada, passará a ser visto como um mico na janela.
Não conheço Honduras, mas deve ter um índice de desenvolvimento humano igual ao do Maranhão. Sem escola, sem estradas, sem liberdade. Cheio de militar valente, truculento e um povo dócil, humilde, sonhador. Aí, aparece Zelaya. Por isso, derrubam Zelaya. Aí aparece o Brasil, querendo garantir a volta de Zelaya ao poder.
O jogo duro começa. Zelaya joga para a televisão, quer parecer um craque, um Fenômeno, um Messi... mas não passa de um cowboy sem montaria. Na falta de um país para presidir, ele usa a Embaixada do Brasil como o seu próprio território. Várzea da pior qualidade, o embaixador nem está lá.
Mas que diabos Zelaya vai fazer de agora em diante? Como ele pretende fazer para sair do prédio?
Em geopolítica, o avanço do Brasil sobre Honduras é compreensível. Mas e agora? Como não reconhece o governo golpista aloprado hondurenho, o embaixador brasileiro voltou a Brasília. A missão brasileira é meia-boca, não tem força para nada.
Tento imaginar Nelson Mandela tentando entrar na África do Sul e se refugiando em território alheio com uma centena de seguidores. Não! Mandela, como os grandes líderes, jamais perdeu a dignidade.
Mandela pegou 25 anos de cadeia por ser contra o apartheid. Foi pego como homem e saiu da cadeia como um grande homem. Virou presidente de uma terra banhada de sangue. É unanimidade internacional até para os brancos africanos.
A história está cheia de líderes que passaram muitos anos na cadeia e travaram uma guerra nos bastidores. Venceram e se fortaleceram. Zelaya precisa da cadeia para ser um líder com mais respeito.
Não vai dar para pular essa página. Cadeia gera negociação internacional para liberdade e exílio. Em uma semana, Zelaya sairá do noticiário. Seu marketing pessoal ganhará sobrevida se for preso.
Se permanecer na Embaixada, passará a ser visto como um mico na janela.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Dirceu no Maranhão, com Roseana: O preço da conta.
Elogios a Dirceu. Ele ainda é o velho comandante de tanque, treinado por tropas rebeldes. Nada afasta o piloto da estrada. Ele segue firme, cassado, mas não cansado. Jamais abandonará o plano de viagem, o projeto de governo. Costumava dizer que lutara muito para ser governo. Verdade cristalina. Os projetos definem o cardápio, a agenda e a companhia de viagem. Dirceu vai ser julgado pelo STF, pela agenda montada em sua sala, conhecida também como Mensalão. Todos se assustaram. Nossa, o que ele fez? A História recente já mostra que ele fez o que Azeredo e FHC também fizeram. Em Brasília, o jogo é vício comum. DF é uma Las Vegas de interesses e putaria. Garantir a governalidade a qualquer custo. Vale tudo, menos dançar de rosto colado. Vale nomear neto, sobrinho, pagar mordomo com dinheiro do Senado. Vale tudo, menos raspar o bigode e falar a verdade. Ser humano em Brasília é mentir.
Dirceu trabalha por Dilma, é um ser político em qualquer terreno, na planície ou na montanha, com o Papa ou com Sarney, com Deus e o diabo, em qualquer templo, em qualquer tempo. Mesmo sem bigode, Dirceu já é imortal. Saia da frente, o tanque vem vindo.
Dirceu trabalha por Dilma, é um ser político em qualquer terreno, na planície ou na montanha, com o Papa ou com Sarney, com Deus e o diabo, em qualquer templo, em qualquer tempo. Mesmo sem bigode, Dirceu já é imortal. Saia da frente, o tanque vem vindo.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Zelaya volta a Honduras. No Paraguai, Lugo sob ameaça.
A volta do presidente eleito Zelaya a Honduras e o refúgio concedido na Embaixada Brasileira pode abrir uma nova crise para os hondurenhos. Os golpistas querem prender Zelaya. O Brasil protege o homem. E agora? Zelaya está em seu país mas não pode sair às ruas. A novela continua.
No Paraguai a novela pode começar nos próximos meses, mais provável que janeiro. O general Lino Oviedo, aos poucos, vai sendo lançado como alternativa a uma eventual queda do presidente eleito Fernando Lugo, no poder há alguns meses. A notícia que se publica em todo Paraguai é de que haverá "un juicio político para Fernando Lugo". A constituição prevê um "período de teste" para os presidentes eleitos. Dependendo do andar da admdinistração, o eleito pode deixar a cadeira antes do segundo ano de administração. Em agosto de 2010, Lugo completará dois anos na presidência, mas muita gente no País quer vê-lo pelas costas.
Parece certo um Juício Político para Fernando Lugo. A Constituição prevê esse julgamento caso o presidente não mostre serviço. Motivos contra Lugo, dizem, não faltam. Há um número ainda inderteminado de filhos gerados em adolescentes, no tempo em que Lugo ainda era o bispo querido de San Pedro, um estado conhecido por sua pobreza e pela maconha " livremente plantada", com a ajuda de traficantes brasileiros e comercializada até com selo de qualidade. A força anti-drogas americana, DEA, conhece bem a região. Um agente me contou a história sem heroísmo.
Além da filharada (Lugo teria contratado advogados para ajudá-lo a reconhecer os filhos de quem se apresentasse para reclamar pensão), o presidente vive o impasse de presidir sem ter um partido.
É apresentado como homem de esquerda, mas fez uma aliança forçada com os liberais da direita para montar a chapa. No último fim de semana, Lino Oviedo e o vice presidente Federico Franco participaram de uma festa, em Asunción, para celebração do sétimo aniversário da Unace - partido sonhado por Oviedo, quando ele ainda estava preso por suspeita de golpe de Estado e suspeita de assassinato do vice-presidente, Luis Argaña.
Oviedo discursou na festa e lembrou os dias do cárcere. Deixou nas entrelinhas que está pronto para a Presidência. Parece ter o apoio do vice de Lugo. A crise já começou.
No Paraguai a novela pode começar nos próximos meses, mais provável que janeiro. O general Lino Oviedo, aos poucos, vai sendo lançado como alternativa a uma eventual queda do presidente eleito Fernando Lugo, no poder há alguns meses. A notícia que se publica em todo Paraguai é de que haverá "un juicio político para Fernando Lugo". A constituição prevê um "período de teste" para os presidentes eleitos. Dependendo do andar da admdinistração, o eleito pode deixar a cadeira antes do segundo ano de administração. Em agosto de 2010, Lugo completará dois anos na presidência, mas muita gente no País quer vê-lo pelas costas.
Parece certo um Juício Político para Fernando Lugo. A Constituição prevê esse julgamento caso o presidente não mostre serviço. Motivos contra Lugo, dizem, não faltam. Há um número ainda inderteminado de filhos gerados em adolescentes, no tempo em que Lugo ainda era o bispo querido de San Pedro, um estado conhecido por sua pobreza e pela maconha " livremente plantada", com a ajuda de traficantes brasileiros e comercializada até com selo de qualidade. A força anti-drogas americana, DEA, conhece bem a região. Um agente me contou a história sem heroísmo.
Além da filharada (Lugo teria contratado advogados para ajudá-lo a reconhecer os filhos de quem se apresentasse para reclamar pensão), o presidente vive o impasse de presidir sem ter um partido.
É apresentado como homem de esquerda, mas fez uma aliança forçada com os liberais da direita para montar a chapa. No último fim de semana, Lino Oviedo e o vice presidente Federico Franco participaram de uma festa, em Asunción, para celebração do sétimo aniversário da Unace - partido sonhado por Oviedo, quando ele ainda estava preso por suspeita de golpe de Estado e suspeita de assassinato do vice-presidente, Luis Argaña.
Oviedo discursou na festa e lembrou os dias do cárcere. Deixou nas entrelinhas que está pronto para a Presidência. Parece ter o apoio do vice de Lugo. A crise já começou.
Eros Grau, que doutrina o senhor segue?
Eros Grau foi o relator do processo no TSE que cassou o diploma do governador do Maranhão, Jackson Lago. Dúvidas aqui, suspeitas ali e Jackson foi cassado. Chororô aqui, chororô ali e Roseana Sarney, filha do Zé Sarney, toma posse, beneficiada como segunda colocada no pleito de 2006.
Festa aqui, festa ali e Grau viaja de férias. Volta e pede para sair do TSE. Sai e continua no STF. Agora, vem a dúvida: ele diz em liminar que o TSE n tem condição de julgar processos que não tenham sido originados nos TREs. Hum. Que coincidência, porque Roseana tem mais de um processo contra sua campanha de 2006, rolando no TSE. Afinal, Jackson poderia ou não ter sido cassado pelo TSE?
Segundo Eros Grau, membro do TSE, sim. Segundo Eros Graus, membro do STF, não.
Cabe uma pergunta ao ministro: que doutrina o senhor segue?
Festa aqui, festa ali e Grau viaja de férias. Volta e pede para sair do TSE. Sai e continua no STF. Agora, vem a dúvida: ele diz em liminar que o TSE n tem condição de julgar processos que não tenham sido originados nos TREs. Hum. Que coincidência, porque Roseana tem mais de um processo contra sua campanha de 2006, rolando no TSE. Afinal, Jackson poderia ou não ter sido cassado pelo TSE?
Segundo Eros Grau, membro do TSE, sim. Segundo Eros Graus, membro do STF, não.
Cabe uma pergunta ao ministro: que doutrina o senhor segue?
sábado, 19 de setembro de 2009
O primeiro blog...haverá o segundo?
Depois de passar o dia na FGV, na estréia do Pós em Cinema e Documentário, decidi criar meu blog. Pronto para a missão, vou soltar o bicho no ar como se fosse um esqueleto. Depois, mexo no conteúdo e na aparência. Bateu fome!
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