segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Zelaya volta a Honduras. No Paraguai, Lugo sob ameaça.

A volta do presidente eleito Zelaya a Honduras e o refúgio concedido na Embaixada Brasileira pode abrir uma nova crise para os hondurenhos. Os golpistas querem prender Zelaya. O Brasil protege o homem. E agora? Zelaya está em seu país mas não pode sair às ruas. A novela continua.

No Paraguai a novela pode começar nos próximos meses, mais provável que janeiro. O general Lino Oviedo, aos poucos, vai sendo lançado como alternativa a uma eventual queda do presidente eleito Fernando Lugo, no poder há alguns meses. A notícia que se publica em todo Paraguai é de que haverá  "un juicio político para Fernando Lugo".  A constituição prevê um "período de teste" para os presidentes eleitos. Dependendo do andar da admdinistração, o eleito pode deixar a cadeira antes do segundo ano de administração. Em agosto de 2010, Lugo completará dois anos na presidência, mas muita gente no País quer vê-lo pelas costas.
 Parece certo um Juício Político para Fernando Lugo.  A Constituição prevê esse julgamento caso o presidente não mostre serviço.  Motivos contra Lugo, dizem, não faltam. Há um número ainda inderteminado de filhos gerados em adolescentes, no tempo em que Lugo ainda era o bispo querido de San Pedro, um estado conhecido por sua pobreza e pela maconha " livremente plantada", com a ajuda de traficantes brasileiros e comercializada até com selo de qualidade. A força anti-drogas americana, DEA, conhece bem a região. Um agente me contou a história sem heroísmo.
Além da filharada (Lugo teria contratado advogados para ajudá-lo a reconhecer os filhos de quem se apresentasse para reclamar pensão), o presidente vive o impasse de presidir sem ter um partido.
É apresentado como homem de  esquerda, mas fez uma aliança forçada com os liberais da direita para montar a chapa. No último fim de semana, Lino Oviedo e o vice presidente Federico Franco participaram de uma festa, em Asunción, para celebração do sétimo aniversário da Unace - partido sonhado por Oviedo, quando ele ainda estava preso por suspeita de golpe de Estado e suspeita de assassinato do vice-presidente, Luis Argaña.
Oviedo discursou na festa e lembrou os dias do cárcere. Deixou nas entrelinhas que está pronto para a Presidência. Parece ter o apoio do vice de Lugo. A crise já começou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário